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Ação pede fim das queimadas em Lagoa da Prata

A coluna Papo de Pescadô, do ambientalista Hemerson Kennedy, desenvolveu mais uma ação em prol do meio ambiente na manhã deste sábado, dia 13 de agosto. Com o apoio da Polícia Militar Ambiental e a ajuda de amigos, foram distribuídos milhares de panfletos alertando sobre os riscos e prejuízos causados pelas queimadas descontroladas.

O movimento foi desencadeado na avenida Minas Gerais (avenida Brasil), próximo à entrada da cidade, e de acordo com o organizador, será estendido às igrejas, escolas e redes sociais.

“Todos receberam muito bem a campanha, dizendo que temos que cuidar mais da natureza”, explica Hemerson. A iniciativa surgiu dos problemas causados pelos incêndios que tem acontecido recentemente na cidade, especialmente nos canaviais da usina. “Muita gente passando mal, crianças, idosos do SOS , da Vila (Vicentina). A gente visita muita gente e o pessoal reclama muito”, comenta.

O Festival do Peixe ajudou na confecção dos panfletos e a Polícia Ambiental e IEF deram apoio institucional. Os policiais Gabriel e Fernando também ajudaram na distribuição dos panfletos aos motoristas, que gostaram da ideia. “Alguns que estavam indo para cidades vizinhas, como Japaraíba, Arcos, Nova Serrana e até BH disseram que vão levar a ideia para lá”, comenta Hemerson.

O material gráfico também será  distribuído nos jornais locais.

Panfleto que também será distribuído nas escolas, igrejas e jornais da cidade.

Panfleto que também será distribuído nas escolas, igrejas e jornais da cidade.

 

Queimada é crime e pode dar cadeia

Sargento Edmilson, da Policia Ambiental

Sargento Edmilson, da Policia Ambiental

Conforme explica o Sargento Edmilson Lage, comandante do destacamento da Polícia Ambiental em Lagoa da Prata, colocar fogo em mato, folhas ou mesmo lixo  pode acarretar sérios problemas.

“A punição é definida pela lei dos crimes ambientais (Lei 9.605/1998), que prevê para quem provocar incêndio, pena de detenção de seis meses a um ano, e multa”, comenta. “Um pequeno foco em um monte de papel ou de folhas no quintal, se gerar fumaça que incomoda o vizinho, é uma irregularidade prevista em Lei. Uma situação um pouco mais grave, a de se colocar fogo em terreno, cerca, muro, afetando terceiros, ainda que não haja vítima, já é considerada crime de incêndio”, adverte.

O artigo 250 do Código Penal ainda é mais rigoroso e estabelece, para quem provocar incêndio, expondo a perigo à vida, à integridade física ou ao patrimônio de outras pessoas, possibilidade de reclusão de três a seis anos e multa.

As denúncias poder ser feitas através dos telefones (37) 3261-1599, (37) 9-9986-9790, ou no próprio quartel da Polícia de Meio Ambiente localizada na rua Olegário Maciel, nº 246, (sobre o banco Itaú). As denuncias tambem podem ser realizadas no 190 e na Guarda Municipal (37) 3261-4050, que serão repassadas para a Polícia de Meio Ambiente.

 

Incêndios nos canaviais são criminosos

 

No lançamento da campanha contra queimadas, em 2015, a Biosev repassou à Polícia Ambiental uma viatura zero quilômetro.

No lançamento da campanha contra queimadas, em 2015, a Biosev repassou à Polícia Ambiental uma viatura zero quilômetro.

Segundo assessoria da empresa, a Biosev utiliza colheita 100% mecanizada, o que dispensa a necessidade de queimar a cana, o que provoca inclusive prejuízos com a perda de peso e sacarose. Os incêndios que tem acontecido nos canaviais tem origem criminosa e devem ser denunciados, recomenda a empresa, que disponibiliza um canal direto para essa ação, através do telefone 0800 940 9199.

A Biosev firmou no ano passado com a Polícia Ambiental um convênio para ajudar a prevenir e combater as queimadas no município. A empresa mantem dois CCI (Caminhão de Combate a Incêndio), que prestam assistência às ocorrências registradas nos canaviais e também são cedidos quando necessário dentro da área urbana.

1059-Arte Biosev queimadas

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