Editorial

Editorial Jornal O Papel, 17 de Março de 2017

Insegurança Pública, a novela

A cada dia que passa, a situação da segurança pública fica mais complicada em Lagoa da Prata. Agora os assaltos já são simultâneos na cidade. A Polícia faz o que pode. Realiza operações preventivas, pega no pé da malandragem, prende todo dia. Mas estamos carecas de saber que isso não basta.

As autoridades políticas se escondem, como se o problema não fosse sua responsabilidade.

O comandante da sétima região da PMMG, Coronel Helbert Carvalhaes e o comandante do sétimo Batalhão, Tenente-Coronel Rodrigo Coimbra, estiveram em Lagoa da Prata dez dias atrás por ocasião da entrega de duas motos à Polícia Militar. Eles vieram até aqui, e não vimos oportunidade melhor para conversar sobre o reforço do efetivo, sendo que o próprio Coronel Herbert afirmou que Lagoa da Prata merece uma atenção especial e há militares se formando agora em abril. Pois bem, o prefeito sequer apareceu parar tirar retrato. Não bastasse a descortesia do ato, sua atitude (ou falta dela) demonstra que a atual administração tem prioridades estranhas às necessidades a população.

Nada de edital de concurso para a Guarda Municipal até agora. Nada de ação sobre a municipalização do trânsito (que além de liberar a PM dessa área, mantem os recursos das multas no município para aplicação na própria Guarda). A única tentativa está sendo feita com a instalação das câmeras de segurança, que ainda não estão totalmente operacionais. No bairro Gomes, por exemplo, já houve uma sequencia de assaltos que poderiam ter sido ao menos monitorados, mas a câmera ainda não funciona. O próprio estabelecimento do vice prefeito foi vítima da bandidagem e não foi possível identificar o veículo de fuga, com um poste do apelidado “Olho Vivo” instalado praticamente na porta.

Lagoa da Prata nunca se viu tão ameaçada, tão desprotegida e tão sem liderança.

Kito deixa a Câmara

O vereador Kito da Peteca deve estar contrariado com sua saída do Legislativo. No curto período em que esteve na casa, Kito se reuniu com deputados, defendeu recursos para as entidades, mostrou preocupação com os problemas da comunidade. E quem o conhece sabe que é uma pessoa de bom coração, sempre disponível, sempre pronto a ajudar.

Mas a política tem dessas coisas. Um arranjo aqui, outro acolá, para beneficiar um ou outro interesse. Kito sai por vontade do executivo. Perde a confiança dos seus eleitores e deixa pelo caminho uma carreira política bem começada. A esperança é que seu substituto, Lalinho, venha representar bem a comunidade. Inteligente, sensato, aberto ao diálogo, o novo vereador tem tudo para contribuir com a cidade. Vejamos seus posicionamentos em breve, se terá uma postura independente, como se espera. A ele desejamos boa sorte.

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Junior Nogueira

Junior Nogueira