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Entrevista com Paulo Roberto Pereira, presidente da CDL

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL de Lagoa da Prata, Paulo Pereira, foi entrevistado pelo editor do Jornal O Papel, Junior Nogueira, durante o coquetel de lançamento do Encontro Empresarial 2016. Ele falou sobre a programação do evento e comentou sobre o momento econômico do país e da cidade, que tem demonstrado uma reação surpreendente.

Paulo, o Encontro Empresarial já tornou-se um evento tradicional no calendário das empresas de Lagoa da Prata. Para esse ano de 2016, qual foi a busca pela inovação, qual foi o foco, o que vocês planejaram pra trazer aqui?

Paulo: Pra esse ano, a gente tentou encaixar o encontro no cenário econômico que estamos vivendo. A gente está vivendo um tempo de escassez, onde é muito importante o empresariado ter muita determinação, muita garra pra superar esse momento difícil que estamos vivendo. Nós empresários temos a missão de colocar a locomotiva nos trilhos novamente e fazer esse Brasil andar. É uma missão de superação. E todos os nossos palestrantes, desde o coquetel empresarial que é hoje, onde a gente trouxe o economista Carlos Caixeta, que vem falar sobre a questão conjuntural, quais os obstáculos e o que as empresas precisam fazer para aumentar receita, numa linguagem bastante simples e didática. E no Encontro Empresarial, que acontecerá em abril, vamos trazer uma equipe de palestrantes que vai fazer muita diferença. Leila Ferreira, uma mineira aqui de Araxá vai mostrar a superação que teve na vida, com diversos obstáculos a transpor para alcançar o sucesso; no segundo dia temos o David, que é uma pessoa que não tem os braços nem as pernas e vai mostrar como ele faz para viver e viver feliz; também temos o case da Netshoes, que vai contar como de uma empresa de fundo de quintal se transformou em um player mundial no ramo de esportes, e no último dia temos o Fábio Canto, apresentador do Esporte Espetacular na Globo, um atleta olímpico, um lutador, que vai mostrar a garra que teve para superar os obstáculos.

O panorama econômico do país atualmente não é dos mais favoráveis. É muito comum se ouvir a todo tempo falar em crise. O município de Lagoa da Prata parece que se comporta de maneira um pouco diferente. Essa páscoa, por exemplo, para os lojistas da cidade foi considerada ótima, na opinião de alguns lojistas. A gente vê um movimento grande na vida noturna da cidade, carros de luxo circulando pela cidade… você acha que Lagoa está demorando a sentir os reflexos da crise ou ela realmente tem um comportamento mais empreendedor e está conseguindo enfrentar esse período de uma maneira diferente do resto do país

Paulo: Lagoa da Prata enfrenta também os efeitos da crise, sem a menor dúvida. Mas é uma cidade que construiu durante muitas décadas uma economia forte, pujante, riqueza. Os bancos, você vê por exemplo a demonstração de resultados do Crediprata, do Lagoacred, os balanços patrimoniais, você fica abismado de ver quanto dinheiro tem nessas cooperativas de gente daqui, sem falar no dinheiro de gente daqui que está no Itau, no Bradesco, no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. E também somado a isso tem a questão da natureza plural da nossa economia. Nós estamos centrados em tudo, então a gente consegue tirar recursos e gerar riquezas mesmo com o país em crise.

Você acha que o desfecho desse processo que está em andamento no Congresso Nacional com relação à possiblidade de impeachment da presidente Dilma, que logicamente está tendo reflexos na economia, da forma como as coisas estão caminhando, em se confirmando essa tendência e houver a troca de comando no governo, isso reflete de forma positiva ou negativa para nós?

Paulo: Difícil de prever. A única coisa que posso te falar é que, na situação que está, precisa de haver uma definição. Se a Dilma cai ou não cai, nós precisamos de paz, de sobriedade para tocar o Brasil. Eu particularmente acredito que ela deve cair mesmo, mas acredito que esse governo de transição vá dar solução a quase nada, talvez com o amadurecimento político e na próxima eleição a gente comece a sentir efeitos mais positivos. Não acho que a simples troca de poder vai trazer calmaria pra nós da forma como se espera.

De toda forma, como você falou em superação, entusiasmo e otimismo, a mensagem é para que a gente continue lutando…

Paulo: Sem dúvida alguma, quando você perguntou sobre o que Lagoa da Prata tem de diferente, você vê aqui, numa noite de quinta-feira, nós vamos ter cento e cinquenta empresários ouvindo uma palestra que com certeza vai agregar alguma coisa a mais, pra que eles possam chegar amanhã, lutar e vencer.

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