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Lagoa receberá mais policiais civis até setembro

Superintendente sinaliza de sete a dez investigadores para a cidade

 

O Superintendente da Polícia Civil de MG, Andre Pelli, recebeu a comitiva de Lagoa da Prata nesta terça-feira, dia 31 de maio, para tratar de assuntos relacionados à segurança pública no município. O vice prefeito Ismar Roberto pediu ao superintendente um reforço do número de policiais civis, como forma de agilizar o trabalho de investigação dos crimes ocorridos na cidade. O Superintendente sinalizou positivamente o atendimento do pedido, estimando para setembro a alocação de mais investigadores, entre sete e dez, para Lagoa da Prata.

“A Polícia Civil tem passado por um momento difícil de reestruturação, e hoje nós temos aproximadamente mil investigadores fazendo o curso de formação na nossa academia de polícia civil (Acadepol). Lagoa da Prata certamente é uma das cidades que contam com a nossa atenção especial pela sua importância, pela sua grandeza dentro do cenário regional e dentro do nosso planejamento, assim que for concluída a formação desses novos policiais civis, nós iremos designar policiais para recompor os quadros de locação daquela unidade”, disse.

O superintendente pediu a colaboração da população, com o municiamento de informações ao órgão, para esclarecimento das ocorrências:

“Como já sabemos que lá existem profissionais valorosos, que estão trabalhando com muito empenho, com muita dedicação, mas pedimos à população que continue colaborando com a Polícia Civil (…) porque é muito importante que haja a consciência de que a Polícia Civil precisa da informação. Nós precisamos trabalhar juntos com a sociedade. A população deve colaborar com a Polícia Civil, levar as informações para que nós possamos apurar os crimes e trazer uma tranquilidade maior para a população”, afirmou.

Sobre o deslocamento de policiais militares até Bom Despacho, após o horário de expediente, para que sejam lavrados os flagrantes, o superintendente disse que essa situação só poderá ser resolvida com o aumento do efetivo, o que não tem ainda previsão.

 “Essa foi uma necessidade e a única solução possível encontrada justamente em razão da dificuldade de efetivo. O Plantão Regionalizado foi instituído em 2011, em cumprimento à legislação de limitação de trabalho de quarenta horas semanais. Da maneira como estava acontecendo, o policial ficava 24 horas por dia sete dias por semana à disposição do trabalho, ele trabalhava durante o expediente e ia para casa, mas acontecia alguma situação e ele era acionado e tinha que trabalhar. Em razão da dificuldade da limitação de efetivo e da necessidade de cumprimento da legislação, foi estabelecida como solução a implantação do plantão regionalizado. Sabemos dessa dificuldade da Polícia Militar mas não podemos nos esquecer que antes desse plantão (2011) os delegados de polícia inúmeras vezes se deslocavam para fazer plantão em outras cidades, para fazer flagrantes para a Polícia Militar. Esse deslocamento que hoje é feito pela PM em razão da centralização do plantão já foi feito por décadas pela polícia civil. É um transtorno sim mas infelizmente é a solução possível em razão da limitação do efetivo. A solução depende da recomposição do quadro e da redistribuição com a instalação de novas unidades de plantão regionalizado. Porque para se manter numa cidade um plantão 24 horas, você teria que ter quatro delegados, quatro escrivães e oito investigadores, então o efetivo passa a ser muito grande, diante disso surgiu a necessidade de se ter o plantão regionalizado. É um sacrifício que é imposto por vezes à Polícia Militar e à população, mas lembramos que a PM é também um ente do estado, e que possui um efetivo bem superior ao da Polícia Civil, então dentro do sacrifício que a todos nós está sendo imposto, a gente infelizmente tem que dividir esse fardo com a Polícia Militar. A solução só haverá mesmo com a recomposição do quadro”, argumentou.

“(...)para se manter numa cidade um plantão 24 horas, você teria que ter quatro delegados, quatro escrivães e oito investigadores (...)”

“(…)para se manter numa cidade um plantão 24 horas, você teria que ter quatro delegados, quatro escrivães e oito investigadores (…)”

Questionado sobre o planejamento do estado para conter a escalada da criminalidade, o superintendente André Pelli disse que o governo precisa melhorar seus investimentos na educação e na formação do cidadão.

“O trabalho é muito grande. Tanto a Polícia Militar, a Polícia Civil, o sistema penitenciário, o Ministério Público e o Poder Judiciário, todos os órgãos que compõem o sistema de defesa social, não tem medido esforços para tentar baixar os índices de criminalidade. Os instrumentos de que dispomos são as leis do nosso país e as nossas leis tem sido aplicadas com rigor, haja vista que todas as unidades prisionais do estado estão superlotadas. Entendo que a mudança é também cultural, a mudança na segurança pública passa por implantação de políticas de melhoria, investimentos na educação e na formação do indivíduo, nas escolas”, disse.

O superintendente defendeu o estudo em tempo integral

“Sou muito simpático às escolas que funcionam em tempo integral, porque o aluno que estuda em meio período e fica no outro período sem o acompanhamento dos pais, que por necessidade tem que trabalhar fora, acaba ficando solto, andando com colegas ou acompanhado por outras pessoas que não tem o comprometimento com a educação do mesmo. (A solução) passa também por revermos alguns valores de nós todos como sociedade, porque a polícia trabalha com o resultado da criminalidade. A causa da criminalidade está no cidadão, na formação das pessoas e eu acredito muito num investimento na qualidade da educação, de valores, na formação do indivíduo, valores como família, religiosidade, enfim, o respeito aos pais, às autoridades constituídas, ao patrimônio das outras pessoas e às pessoas para que haja efetivamente melhorias e ganhos na segurança pública. Cadeia por si só não vai resolver. Cadeia é o último remédio para uma sociedade doente. Nós precisamos buscar melhorar os nossos valores, buscar dar caminho e um norte para os menores, os adolescentes”, disse.

 

“Cadeia por si só não vai resolver. Cadeia é o último remédio para uma sociedade doente”.

“Cadeia por si só não vai resolver. Cadeia é o último remédio para uma sociedade doente”.

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