ACE comemora 29 anos trabalhando para fortalecer o comércio de Lagoa da Prata.

 

No dia 21 de julho a Associação Comercial e Empresarial – ACE de Lagoa da Prata completará 29 anos de trabalho, com efetiva participação nos assuntos que dizem respeito ao empresário de Lagoa da Prata.

Nesses anos, a associação foi de muita importância e representatividade na cidade, no que diz respeito às buscas de ações frente ao poder público municipal, na geração de empregos e renda, no apoio aos projetos sociais e culturais, a participação em conselhos, a realização de campanhas para fomentar o comércio local, a implantação de novos serviços como certificação digital, departamento de cobrança, entre outros, a realização de palestras, cursos e treinamentos de capacitação, as consultorias especializadas e o serviço de proteção do maior banco de dados da América Latina.

O presidente da entidade, Paulo Pereira, enfatizou que, “mesmo com o cenário político, econômico e social que o país esteve e está atravessando, com o apoio e compreensão dos colaboradores da entidade, diretores, grandes parceiros como Sicoob Lagoacred Gerais, Sicoob Crediprata, UNA, Embaré  e dos nossos associados, foi possível manter os nossos compromissos  em pleno funcionamento e atividades, em prol da classe empresarial”.

“Na certeza de que a caminhada é longa e a luta é constante, lembramos a você empresário que esta casa é sua…”, finaliza.

 

Entrevista com o presidente Paulo Agostinho Pereira

Paulo Roberto Agostinho Pereira, presidente da ACE/CDL

O PAPEL: Paulinho, como foi o crescimento da instituição ao longo dos anos?

Paulo: A ACE passou por vários momentos, desde o primeiro presidente teve fatos marcantes, eu não gostaria de ser leviano e esquecer as valiosas colaborações que cada um deu, mas temos que destacar o trabalho do Valdir Andrade, naquela época em que a associação utilizava o clube Recreativo, cedido pelo dr. Ciro, que foi quando a gente teve a maior possibilidade de ganhar sustentação financeira, para a instituição ser hoje o que é.

Muitos presidentes colocaram ali uma pedrinha, um cimento, uma janela para construir o que nós somos hoje.

Quando eu entrei, eu assumi uma instituição que já era viável, forte e a maior vontade – que era o compromisso meu e do Geraldo de Almeida, e que mais tarde foi abraçada também pelo Zé Raimundo, era de devolver para o empresariado toda confiança e todo o suporte que ele nos dá. Então a gente começou uma gestão que ao longo destes últimos quatro, cinco anos, tem primado por desenvolver ações que beneficiem o empresariado.

E assim ela foi crescendo. Hoje o leque de serviços que a gente tem é muito maior que há cinco anos atrás. O número de colaboradores triplicou, o número de associados cresceu vertiginosamente, a ACE está cada vez melhor e mais forte.

E o grande mérito que eu vejo é que fizemos um trabalho muito importante de fortalecimento das lideranças, tanto na ACE quando na CDL. Podemos afirmar com toda tranquilidade que a ACE-CDL hoje funciona de modo totalmente independente. Seus gerentes sempre tem o apoio da diretoria mas eles tem autonomia e capacidade para gerir a entidade plenamente.

O PAPEL? Quais as principais conquistas da entidade nos últimos tempos?

Paulo: Uma conquista material é a construção da nova sede, que abarca os mais diversos interesses e necessidades da associação. Logo vamos entregar um auditório com capacidade para 250 pessoas, mas por outro lado a grande conquista foi estruturar a entidade para crescer e devolver ao associado o que ele tem de direito, principalmente na criação e na qualificação das equipes, para que o trabalho seja desenvolvido.

A aproximação e o reconhecimento da sociedade, da classe empresarial. Hoje a ACE recebe muito mais empresários, soluções, querendo participar que há um tempo atrás. O objetivo de caminhar junto, de parceria, tem nos dado essa grata satisfação. Fortalecemos muito as parcerias que sempre tivemos com a Lagoacred e a Crediprata, são dois parceiros fantásticos.

Nestes cinco anos raríssimas vezes a gente precisou de apoio público, conseguimos desenvolver nossas atividades de forma autônoma, isso é salutar.

 

O PAPEL: Como é o envolvimento da ACE com seus associados atualmente?

Paulo: O envolvimento com os associados é o seguinte: hoje temos uma equipe comercial com quatro pessoas que visitam diariamente nossos clientes, para promover treinamentos, oferecer serviços e também para ouvi-los e fazer acontecer aquilo que eles demandam. Isso nos fez ter muito sucesso nas promoções que empreendemos.

Os serviços mais utilizados são Unimed, SPC, treinamentos de todo tipo, serviço de cobrança (com taxa de sucesso acima de 70%), convênios de saúde MAIS, entre outros.

 

O PAPEL: Como tem funcionado as parcerias com outras instituições da cidade?

Paulo: Lagoacred e Crediprata são parceiros que nos dão uma grande sustentação e a gente faz questão de mostrar pra comunidade a importância destas duas instituições.

São instituições extremamente consolidadas fortes, que fomentam o comércio local, que qualificam mão de obra, e são dirigidos por pessoas muito nobres, competentes e com foco no que eles tem que fazer.

Elas tem substancial responsabilidade no crescimento da ACE da forma como ela se encontra hoje. Sem eles eria muito difícil promover o que a gente promove, só temos muito a agradecer.

 

O PAPEL: Qual o grande legado que você pretende deixar à frente da presidência?

O meu legado está baseado na formação de uma equipe que vai tocar a ACE CDL com segurança, com zelo, com pro atividade, com produtividade, independente de quem sejam os próximos presidentes.  Ela é muito organizada e as pessoas que estão à frente são muito apaixonadas.

O prédio – que começou e vai terminar na nossa gestão, também é um grande legado. Um projeto que contou com o trabalho imprescindível do Zé Raimundo e de toda equipe da ACE, especialmente o Thiago, mas que todos se empenharam para fazer acontecer.

O fortalecimento das parcerias continua sendo cada vez maior.

O que me deixa muito feliz é o reconhecimento da classe empresarial e da sociedade sobre a importância desta entidade. Ter focado numa gestão que devolvesse ao empresariado aquilo que ele nos traz, fez com que a gente tivesse esse respeito. Esse é o maior legado.

 

O PAPEL: Como você vê a organização e o associativismo dos empresários lagopratenses?

Paulo: A ACE não é uma empresa, não tem fins lucrativos, naturalmente precisa de dinheiro, como qualquer entidade, mas essa devolução faz com que a entidade seja muito reconhecida.

Não é fácil essa organização e o associativismo entre os empresários, como em toda união em torno de um objetivo comum. Isso as vezes gera conflitos, naturalmente.

O nível de maturidade vai crescendo com o tempo e a experiência, o que é demonstrado pela repercussão das nossas ações, como foi com a campanha Lagoa pede Socorro, por exemplo.

 

O PAPEL: Quais são as suas considerações finais?

Paulo: Sou muito grato à associação comercial, cresci muito, já faz dez anos que sou diretor, comecei na gestão do Valdir (Andrade), eu agradeço muito quem já passou por aquela entidade e que pôde produzir. Eu também agreguei, também realizei e por ter feito isso com muita vontade e sobriedade, zelo e respeito, isso constrói a minha história. Eu só tenho a agradecer.

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