Anderson, fisioterapeuta da Apae, acompanha criança durante sessão da equoterapia

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE de Lagoa da Prata, iniciou desde a última semana a trabalhar com equoterapia, método terapêutico que utiliza o cavalo para o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou necessidades especiais.

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O serviço é filiado à ANDE BRASIL (Associação Nacional de Equoterapia), conforme explica o coordenador do projeto em Lagoa da Prata, o fisioterapeuta Reinaldo de Aquino, o único órgão regulador reconhecido no país, com conhecimento técnico para esse tipo de trabalho.

“Eu e o Anderson (fisioterapeuta da Apae) ficamos em Brasília quase duas semanas fazendo curso com eles. Eles são muito exigentes com relação ao espaço, que tem que ser próximo à área urbana, permitir acesso fácil a ambulância e socorro médico, ter uma estrutura que ofereça três tipos de piso; terra macia, grama e chão batido, além de área de espera para os pais, banheiro, enfim”, explica.

Benefícios da equoterapia


Anderson e Reinaldo, os dois fisioterapeutas da APAE durante sessão com paciente

Com relação à terapia, Reinaldo descreve que o fato principal é o equilíbrio, mas existem outros fatores importantes no tratamento: “A movimentação que o cavalo faz é tridimensional, o que a gente não consegue fazer na fisioterapia convencional. A criança movimenta uma série de músculos ao mesmo tempo, quando está no cavalo. Além disso ela desenvolve a atenção, fortalece toda a musculatura corporal, trabalha a percepção, porque para se manter equilibrada ela mexe com o sistema sensorial todinho… Quando você senta a criança sobre o animal, pelo simples fato de estar numa posição acima do normal isso reflete na autoestima, tem vários reflexos psicológicos positivos”, evidencia.

Geralmente a equoterapia dispõe de uma equipe multidisciplinar, com profissionais da fisioterapia, psicologia, psicopedagogia, fonoaudiologia, educação física entre outros.

Inicialmente, a APAE está disponibilizando dois fisioterapeutas para o trabalho, mas a pretensão é aumentar o número de profissionais envolvidos, segundo Reinaldo.

Serviço foi viabilizado através de convênio com o município

Pelo menos quarenta pacientes estão sendo atendidos semanalmente o programa, com dois animais disponíveis. A Prefeitura estabeleceu um convênio com a entidade, via secretaria de saúde, no valor aproximado de R$ 90 mil, para custear o aluguel do Haras e o pagamento do coordenador num período inicial de seis meses. A APAE entrou com a parte técnica, cedendo profissionais do seu quadro funcional para a prestação do serviço.

“Os atendimentos são 100% gratuitos, o que contribui de forma positiva para os pais de usuários, que além de terem que se deslocar para outras cidades arcavam com um investimento de R$ 65,00 a R $90,00 reais por atendimento”, finaliza.

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