Investigação aponta que suspeito armou emboscada para atingir a vítima com motocicleta no bairro Américo Silva
A Polícia Civil concluiu, nesta semana, as investigações sobre uma violenta tentativa de feminicídio ocorrida na noite de 23 de março de 2026. Um homem de 22 anos foi indiciado após tentar assassinar sua ex-companheira, de 26 anos, utilizando uma motocicleta de alta cilindrada como arma.
O crime e a emboscada
De acordo com o inquérito conduzido pela Delegacia de Lagoa da Prata, o crime ocorreu em frente ao estabelecimento comercial de churrasquinho, na Rua Divinópolis, Bairro Américo Silva. As investigações apontam que o suspeito esteve no local momentos antes do crime e teria ameaçado a vítima, afirmando que “algo de bom não aconteceria naquela noite”. Em seguida, ele arremessou uma garrafa e posteriormente, uma pedra contra o vidro traseiro do veículo da mulher, fazendo com que ela saísse para verificar os danos. Quando a mulher se dirigiu ao veículo para verificar os danos, foi surpreendida pelo agressor, que retornou com sua motocicleta Yamaha Lander 660 e a atropelou violentamente.
Intervenção popular
A perícia e os depoimentos colhidos provaram que o suspeito não esboçou qualquer reação de defesa ou frenagem. Pelo contrário, ele acelerou o veículo com a nítida intenção de ceifar a vida da vítima. Após o impacto inicial, com a mulher já caída ao solo, o agressor tentou manobrar a motocicleta para passar sobre ela novamente. O ato só não foi consumado porque populares que presenciaram a cena se revoltaram e impediram o suspeito.
Motivação e consequências
A investigação confirmou que a motivação do crime foi a possessividade: o suspeito não aceitava o fim do relacionamento nem o fato de a vítima seguir sua vida de forma independente.
O homem foi indiciado por feminicídio tentado, com a qualificadora de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Diante da gravidade dos fatos e da tipificação penal, ele poderá enfrentar uma pena que varia entre 20 e 40 anos de prisão, com previsão de aumento de um terço até a metade devido às causas agravantes.
Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) – Delegacia de Lagoa da Prata.
































