A Polícia Civil, através da Delegacia de Lagoa da Prata, com apoio da DRPC de Bom Despacho e da Delegacia Especializada em Crimes Rurais de Uberaba/MG, deflagrou nesta terça-feira, dia 12 de Julho, em Uberaba, a operação “Águas Claras”, visando cumprir simultaneamente onze mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão.

A operação, com 45 policiais civis empenhados (incluídos 6 delegados), tem objetivo de apurar completamente roubos ocorridos em fazenda no município de Lagoa da Prata, quando uma família toda e os funcionários foram privados de liberdade por doze indivíduos armados.

A família do empresário foi mantida refém durante muitas horas, inclusive levado o empresário até a sede da empresa, na cidade, para pegar dinheiro em espécie. Esse primeiro fato ocorreu em 19 de setembro do ano passado.

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Outro crime

Provavelmente os mesmos autores, ou parte deles, tentaram novo assalto semelhante no último dia 22 de maio desse ano. Nesta segunda ocasião, os autores renderam os caseiros da propriedade, mas não conseguiram render o jardineiro da fazenda, quando este chegava para trabalhar, de modo que o jardineiro acionou a Polícia e os autores abortaram o plano, levando desta vez apenas alguns objetos da casa.

Um quinto indivíduo foi identificado como provável co-autor do primeiro roubo, mas este faleceu em Uberaba no dia 03 de outubro de 2021 (14 dias depois) vítima de homicídio.

“Águas Claras”

O nome da operação tem a ver com o nome “Uberaba” na língua dos povos primitivos “tupi guarani”, que significa “água clara”, esclarece o delegado Ivan Lopes.

“Como são vários suspeitos – todos residentes na cidade de Uberaba, veio o nome no plural ‘Águas Claras’, também em alusão às águas claras da cidade de Lagoa da Prata, inclusive referência ao local do crime, uma fazenda situada à margem de uma belíssima Lagoa”, continua.

“É na realidade a PC esclarecendo, ‘clareando’, mais um crime”, explica o delegado, que ressalta a importância da atuação conjunta das forças de segurança.

“Muito importante o trabalho integrado da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal, especialmente na fase inicial da investigação. Também relevante o apoio agora do Ministério Público – na pessoa da Dra. Mariana e do Judiciário – na pessoa da Dra. Gisa e sua equipe”, conclui.

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