Foto: Bruno Lamounier Furtado (DEM), prefeito reeleito em Camacho (divulgação internet)

O Ministério Público Eleitoral (MPE) através do Promotor Eleitoral RODRIGO FERNANDES MAGGI da comarca de Candeias-MG, ingressou na noite de ontem (14) com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o prefeito reeleito do município de Camacho, Bruno Lamounier Furtado (DEM).

De acordo com a denúncia, o chefe do setor de obras do município, Altamiro Eder de Souza Alves, com anuência do gestor municipal, estaria cedendo servidores e utilizando máquinas e equipamentos da prefeitura para construção e reforma de residências, com intuito de favorecer a campanha do então candidato à reeleição Bruno Lamounier Furtado (DEM).

A denúncia foi apresentada ao MPE pelo representante do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), Diego Cardoso Lopes, que já continha grande parte das provas apresentadas ao Ministério Público Eleitoral (MPE).

A chapa eleita está sendo acusada de suposto abuso de poder econômico cominado com abuso de poder político (uso de recursos públicos para particulares), bem como, captação ilícita de sufrágio (compra de votos); diante dos fatos, o MPE instaurou dois PPE para apurar os fatos, e durante as investigações foram ouvidas os servidores envolvidos e testemunhas.

Os beneficiados com as obras/reformas teriam se comprometido em apoiar a campanha de reeleição do prefeito, inclusive cedendo veículos para o atual gestor realizar campanha eleitoral. Os servidores ouvidos no inquérito confidenciaram que estiveram trabalhando nas referidas obras (privadas) em horário de expediente, além do mais, maquinários da prefeitura foram filmados descarregando tijolos no lote em frente o imóvel objeto da denúncia.

Camacho está localizada no sudoeste de MG, com população aproximada de 2870 pessoas (segundo o IBGE) e conta com apenas dois bairros, e segundo o MPE seria “impossível” o gestor não saber dos fatos, vez que uma das obras fica na rua que o prefeito reside.

O MPE acusa os envolvidos de infração administrativa eleitoral e captação ilícita de sufrágio (voto), e pede a cassação do registro dos eleitos (BRUNO e JOÃO PAULO), ou dos diplomas caso sejam diplomados antes da decisão da Justiça, pede ainda que os envolvidos sejam declarados inelegíveis.

Caso ocorra a cassação do registro dos candidatos, ou dos diplomas, ocorrerá novas eleições em Camacho/MG. Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) nº 0600386-96.2020.6.13.0296 – Pje

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