Por Ribeiro Jr

Ensaios e Entrevistas: Moisés

        Repórter: – Olá, prazer ter o senhor aqui conosco. Estamos aqui com o escolhido por Deus para libertar o povo de Israel do Egito, Moisés, que nos falará sobre a sua vida e os seus feitos. Moisés, muito prazer estar aqui com o senhor. Bom dia!

        – Eu, quem agradeço a oportunidade de estar aqui com você, para falar com os seus leitores.

        – Me diga como foi a infância do senhor, até quando foi escolhido como um futuro faraó, no Egito.

        – Bom, nasci em um lar judeu, embora residindo no Egito.  Nessa época, os judeus eram escravos no Egito. Para lá o povo hebreu se mudou visando evitar a fome que estava assolando a terra de Israel naqueles tempos.

        – O faraó havia baixado um decreto visando matar todos os filhos homens do povo hebreu, visto que este povo estava se multiplicando e poderia sobrepujar o povo egípcio em força, em número de guerreiros, de homens aptos para batalhas, caso houvesse um levante hebreu.

        – Minha mãe me colocou num cesto betumado e soltou-me no rio Nilo, nas proximidades de onde a filha do faraó se banhava com as suas assistentes. Eu fui resgatado pela filha de faraó e adotado como filho. Cresci então no palácio real, recebendo toda sorte de instrução do mundo antigo, entre ciências e filosofia.

        – Muito bem. O senhor teve incidente criminal no Egito. Isso atrapalhou os seus planos?

        – Atrapalhou os planos terrenos mas adiantou os planos celestiais. Não suportei ver um hebreu sendo castigado e lutei com o soldado egípcio. Acabei por mata-lo, dada tamanha raiva. Para evitar a prisão, saí do Egito e me refugiei fora de lá.

        – Foi aí que Deus se revelou ao senhor?

        – Sim. Recebi da parte do Altíssimo, YAHWEI, o Todo Poderoso, a missão de tirar o povo de Israel, das garras de Faraó, tirá-los da terra do Egito e conduzí-los à terra que Deus havia prometido aos patriarcas de Israel.

        – Reuní o povo de Israel e após fazê-los comprometerem-se em seguir o “Deus Desconhecido”, “Invisível, mas Real”, de fazê-los compreender que Deus os havia escolhido como povo D’Ele, aceitaram por fim a minha direção e serem povo D’Ele. O compromisso foi firmado e receberam os “Dez Mandamentos”, como pilares de regras de conduta dali em diante.

        – Aí o senhor foi então ao encontro de Faraó para que ele os deixasse ir…

        – Sim. Teve o episódio das pragas que foram lançadas sobre Faraó e o povo do Egito, todos conhecem essa história, e saímos do Egito com todos os nossos filhos, todo o nosso povo, nosso gado, nossas riquezas, tudo que era judeu foi retirado do Egito.

        – Porque o senhor avistou mas não adentrou na Terra Prometida?

        – Veja que ironia. Por um descuido de consciência, um ato de leviandade da minha parte, de não atentar da forma expressa como Deus havia me ordenado fazer, ao invés de tocar a rocha, finquei-a com o meu cajado. Da terra irrompeu água, como Deus havia predito, mas não fiz como Deus havia ordenado, da maneira como Deus, expressamente, havia determinado. Feri a rocha, ao invés de tocá-la. E isso me foi imputado como ato de dúvida, e não como ato de fé. Por isso, todos aqueles que não tiveram fé genuína no Senhor, não entraram na Terra Prometida, como Deus havia predito. Inclusive eu.

        – O senhor se sente injustiçado?

        – Na verdade não. Deus vela pela Sua Palavra e Ele não pode se contradizer. Ele é justo, Ele é Deus! E nós somos pó, somos nada…

        – E aí o senhor então faleceu…

        – Não! Não faleci, senão não poderia estar aqui falando como você, porque Deus não permite conversar com os mortos. Aliás, nem poderia haver essa condição, porque os mortos estão “dormindo no Senhor”. Na verdade, você conversa com demônios, e não com os mortos. Mortos não voltam ao mundo dos vivos.

        – Bom, então o senhor está vivo?

        – Sim… Eu e outros mais que não passaram pela morte, Elias, Jesus, e outros.

        – Entendo… Bom, então, para finalizar essa entrevista, o que o senhor gostaria de dizer a todos os leitores, em meio a esta pandemia, para alegrar o coração dos leitores?

        – Gostaria de cumprimentar a todos, desejar saúde a vocês, que cuidem das nossas crianças, que honrem os pais, tenham amor, respeito e consideração por todos. Que muito mais sofreu nosso Senhor na Cruz do Calvário para que resgatassem a todos nós do pecado e da perdição. Que tenham paciência, que continuem trabalhando, obedecendo as autoridades, que continuem perseverando e cultivando a Fé em Deus, a Fé em Jesus e levando a Mensagem da Cruz, a Mensagem de Salvação a quem você puder. Obrigado por esta oportunidade e um abraço a todos!

        Histórias que o povo conta…

IJR/

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